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Análise sobre as Boas Práticas em Portaria Remota – Parte I

Atualmente, a segurança é uma das maiores preocupações dos condomínios e, por esse motivo, um bom dinheiro é gasto em câmeras, cercas elétricas, entre outros equipamentos. Mas já há no mercado uma solução que une segurança com economia: a portaria remota.

E o que poucos sabem é que existe um manual de boas práticas que dita como a organização de uma boa portaria a distância precisa ser, quais ferramentas de tecnologia são importantes ter disponíveis, etc.

Esse guia é produzido pela ABESE (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança) e tem como principal objetivo:

  • Estabelecer uma visão macro sobre a portaria remota como solução;
  • Constituir uma consciência coletiva, nas empresas, em profissionais para que estabeleçam critérios mínimos de qualidade na elaboração, implantação e operação do sistema de portaria;
  • Integrar práticas e conceitos de mercado, a fim de buscar uma padronização;
  • Fortalecer o conceito do produto perante o consumidor.

Portanto, ao atender as sugestões relatadas no Guia de Boas Práticas, a empresa de portaria inteligente adquirirá os seguintes benefícios:

  • Maior eficiência na precificação dos produtos e soluções comercializadas;
  • Melhora na elaboração dos projetos para que estes sejam especificamente direcionados às necessidades únicas de cada condomínio;
  • Aumento no nível de satisfação dos clientes;
  • Aprimoramento e maior integração das equipes operacionais, comerciais e técnicas da empresa em questão.

Por isso, verificar se o serviço de portaria contratado segue as diretrizes citadas no guia é essencial para garantir que o serviço é de qualidade, não só na execução, mas também no fator estrutural.

Pois, além de estabelecer critérios e equipamentos mínimos, há também orientações quanto a parte estrutural da empresa, ou seja, como devem ser as salas de monitoramento, a disposição dos móveis e dos aparelhos de software, etc.

Há também uma menção sobre as leis nas quais o serviço de portaria se encaixa e deve obrigatoriamente seguir, como instalações elétricas, sistema de iluminação, etc. 

Por que optar pela portaria remota?

O mercado imobiliário e a construção civil vêm cada vez mais buscando novas tecnologias que consigam cobrir as demandas de segurança, economia e melhoria na gestão condominial. Por conta disso, as portarias inteligentes têm ganhado popularidade no mercado.

As soluções que a portaria digital traz são acessíveis para todos os tipos de condomínio, independentemente do nível econômico ou idade do empreendimento.

Basta o condomínio passar por uma análise para verificar quais tecnologias estão disponíveis para o edifício em questão, que podem ser alinhadas com as necessidades dos moradores e do síndico.   

Quais são as normas técnicas relacionadas aos sistemas?

Entretanto, ao planejar ou executar qualquer projeto de portaria inteligente, há normas técnicas que necessitam ser observadas. Nem todas as regras que serão aqui citadas são leis especificamente impostas a empresas prestadoras desse tipo de serviço.

Porém, nós da Folk Portaria Remota seguimos o Guia de Boas Práticas da ABESE (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança), e estas normas foram indicadas como material de consulta para o aprimoramento das boas práticas.

NBR-5410: Instalações elétricas de baixa tensão

Todavia, a norma que define as condições mínimas e adequadas para o desempenho de instalações elétricas de baixa tensão.

NBR-17240: Sistemas de detecção e alarme de incêndio

Norma regulamentadora do projeto, instalação, manutenção e dos testes normativos de sistemas de alarme de incêndio. Além das rotinas de manutenção que podem ser realizadas por gestores e síndicos para auxiliar na prevenção de falhas do sistema.

NBR-9077: Saídas de emergência em edifícios

Define as condições exigidas que os edifícios devem ter para que as pessoas consigam abandoná-lo com segurança em caso de incêndio, como também permitir o fácil acesso à equipe dos bombeiros.

NR-7 – Programa de controle médico de saúde ocupacional (PCMSO)

É através do PCMSO que se controla e previne eventuais doenças causadas ou agravadas pelo trabalho. Além de monitorar doenças que não estão relacionadas com a função, como por exemplo, diabetes, hipertensão, etc.

NBR-10152: Níveis de ruído para conforto acústico

Estabelece os limites de ruídos em decibéis permitidos para cada tipo de ambiente (apartamentos, portaria, ginásios esportivos, etc.).

NBR-5413: Iluminância de interiores

Estipula, em serviços que utilizem iluminação artificial, um valor mínimo recomendado para a iluminância do local.

NBR 15786: Móveis para escritório

Determina as características físicas, dimensionais e ergonômicas dos móveis para atividades de escritório, call center, telemarketing e teleatendimento. Assim como requisitos de segurança, usabilidade, estabilidade, durabilidade e resistência dos móveis.

Boas práticas sugeridas de acordo com a ABESE

No Guia de Boas Práticas em Portaria Remota da ABESE, as práticas foram agrupadas e divididas, de acordo com o núcleo de conhecimento, da seguinte forma:

  • Componentes do sistema;
  • Viabilidade de Implantação;
  • Arquitetura do Sistema;
  • Processos.

Componentes do Sistema

Na subdivisão de componentes do sistema, são indicados fatores de sucesso organizacionais para as empresas, para assim garantir o bom funcionamento dos dispositivos. E há também sugestões de equipamentos para reforçar a segurança da portaria remota.

Os fatores de sucesso citados são:

  • Capacitação técnica;
  • Certificação técnica;
  • Certificação de produto;
  • Manuais e diagramas técnicos dos equipamentos;
  • Ferramentas de instalação.

Continue lendo: Análise sobre as boas práticas em portaria remota – Parte II

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